No twitter novamente, ou não: @euqueroirembora
17.12.09
14.12.09
frustração/decepção
É com grande pesar que comunico que eu não sou a pessoa mais dedicada do mundo. Não sou a pessoa mais sociável, também e junte essas duas coisas e você tem um cara com problemas e que causa problemas. Um cara frustrado, que causa decepções. Obrigado.
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8.12.09
Pouco excesso
Acho interessantes os excessos. As pessoas mais peculiares que conheço são as que mais excedem alguma característica ou ação e geralmente essas pessoas são as que mais se destacam. Os fenômenos naturais mais desastrosos são os que ficam na memória das pessoas e os animais mais perigosos são os mais conhecidos, afinal, normalmente ninguém faz listas dos animais menos perigosos do mundo e ninguém se lembra daquela fraca garoa de 1971 que não conseguiu nem molhar o carro direito, a não ser que tenha sido durante essa garoa que você tenha descoberto que ganhou na loteria, mas isso é bem improvável...
Nesse momento, a chuva está em excesso por aqui. Olho pela janela e vejo que há quase uma dezena de horas em que a água cai quase que constantemente. Penso numa música de Bob Dylan e imagino que ele deve compor bastante em dias chuvosos. Fico com vontade de comprar um violão, sumir daqui e nunca mais voltar. Acho que a única coisa aqui da qual eu realmente sentiria falta seria do aparelho de ar-condicionado. Com certeza é fácil comprar um em qualquer lugar, mas esse aqui já me cativou com suas configurações chatas, seu visual de madeira (embora seja apenas plástico) e seu péssimo desempenho.
Apesar da chuva e do tempo ameno, fico com vontade de ligar o ar, mas devido ao resfriado, seguro a vontade. Seguro também essa vontade pouco excessiva de ir embora, embora tenha certeza de que algum dia, com chuva ou não, o copo irá transbordar e então me despedirei do meu colega, o ar-condicionado...
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26.10.09
A aranha dos meus sonhos
Por conta das férias, estou dormindo nos horários mais absurdos, que incluem, basicamente, o horário comercial e o horário da noite, dependendo do dia, mas sempre excluindo as madrugadas, frequentemente passadas em frente ao computador e à televisão ou ao copo de cerveja e à mesa de bar. Quarta-feira, vou sofrer um pouquinho e tentar adaptar meu sono ao horário social normal (quem sabe tenha uma overdose de café).
Essa "noite" tive um sonho bizarro sobre o meu tempo de escola. Não sei se acontece com todo mundo, mas não é incomum eu ter esse tipo de sonho. Vai ver tenho algum tipo de trauma da escola pelo qual não ligo mais, objetivamente falando, mas que por certo motivo fica no meu inconsciente.
De qualquer maneira, o sonho era sobre eu estar na sala de aula e aparecer uma daquelas aranhas que matam, sei lá qual a espécie exata, e ela, na falta de alguém pior, escolher a minha pessoa para envenenar. Tenta imaginar, aquele monte de gente na sala de aula e a aranha a atravessa toda e vem em minha direção... Puta que o pariu, às vezes sonhar é uma merda...
Aparentemente, eu não morro e nem vou parar no hospital porque acordei no momento em que comecei a ficar inchado demais. Bizarro isso.
Acho interessante que dificilmente sonho com coisas divertidas como por exemplo um dia de churrasco com os amigos, o show do Radiohead ou estar bebendo uma cerveja com uma garota legal. Parece que só para foder com a minha noite, minha mente me enche de sonhos com trabalho, escola e animais peçonhentos.
Não é que eu esteja me preocupando muito com isso, afinal, a vida me entrega os piores momentos enquanto estou acordado e... Bom, quarta-feira acabam minhas férias e sei que daí nem vou mais dormir direito mesmo.
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14.10.09
(Des)Interessante
Estou eu, na frente do micro, depois do feriado, com aquela cara de quem bebeu durante 72 horas seguidas e vejo um e-mail da lista da pós, daqueles e-mails que parece que quem escreveu realmente não tinha nada de melhor para fazer do que encher o saco dos outros na lista. Era algo mais ou menos assim:
"Vamos escrever e mandar e publicar para virarmos referência no assunto. Ou por acaso tem alguém que está fazendo mestrado por fazer, porque não tinha algo mais interessante?"
E nem sei se errei na minha transcrição, mas era mais ou menos assim mesmo... De qualquer maneira, me encaixei perfeitamente no que a pessoa quis dizer. Sim, eu realmente estou fazendo mestrado porque não tenho nada de mais interessante para fazer! Não quero virar referência no assunto, não pretendo fazer doutorado e, não, por favor, não, não quero trabalhar na parte de TI da televisão digital (apesar de ter certeza de que vai pagar muito bem).
De qualquer maneira, admito, aqui, apenas, que estou levando meu curso nas coxas e que só vou descobrir se termino ou não no ano que vem, quando eu descobrir o que faço da minha vida.
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1.10.09
- Falando sobre o que ia acontecer se a gente terminasse, me diz, como você ia reagir, no momento que eu te dava um pé na bunda?
- Ah, já viu Trainspotting?
- Ainda não.
- Poxa, o filme já tem mais de uma década... Já era pra você ter assistido...
- Tá, não vi. Me conta.
- É... Então, tem esse cara, no filme, ele é o único que não usa drogas e tem uma namorada, é estável e, no fim das contas, é quase que nem eu, apesar de eu estar em péssima forma e ser feio que nem o capeta...
Ela riu, entendi isso como uma forma de continuar a piada.
- Pois é, o cara era alto e loiro e eu nem preciso descrever como eu não sou isso!
- Mas eu acho você lindo, seu babaca - refutou ela.
- Ah, eu sempre achei estranho seu gosto em geral...
Ela respondeu, rindo:
- Vai à merda e me diz logo o que acontece!
- Então, tem essa cena em que a moça larga dele e...
- Quais era os nomes deles? - ela interrompeu.
- Ah, não lembro agora... Mas ela larga dele e ele vai atrás desse outro cara que usava heroína, para começar a usar também. E, no fim das contas, ele morre, justamente porque começou a usar drogas.
- E a culpa era da namorada, porque largou dele?
- Isso... Ah, não era exatamente, mas ela não queria ele de volta de maneira alguma e isso piorou quando ele se estragou. Ela poderia ter pelo menos tentado ajudar, sabe?
- Sei... Mas, ah... Num sei.
Outro dia:
- Vem cá, lembra daquela história que você me contou sobre o cara daquele filme, Trainspotting?
- Lembro, claro.
- Eu só não entendi porque a namorada largou dele...
- Então, ela largou dele porque eles tinham feito um vídeo deles fodendo juntos e ele perdeu a fita. Até que, no filme, mostram que foi um dos amigos dele que roubou a fita, mas ele não sabe. Esse amigo é o mesmo que "introduziu ele no mundo das drogas" - disse a frase entre aspas de forma forçada, como se fosse um programa de televisão.
- Então a culpa é do amigo dele?
- Nada, a culpa era da namorada.
- E por quê? - disse, indignada.
- Porque ela largou dele, oras!
- Me explica! - já exaltada.
- Oras - e eu levantava meu tom de voz, também - o cara perde a fita, não por culpa própria, porque essas coisas simplesmente acontecem, e a namorada, que é uma patizinha (pesquise pela web ou pergunte ao seu filho de dezesseis anos se não entender o termo) de merda, fica brava e larga dele... Se o cara acaba tão fodido que tem que usar drogas, a culpa é dela!
- Ah, vai à merda! Se o cara usa drogas é porque ele é um babaca que não tem pra quem chorar, tenho certeza que a namorada, que já é ex, tinha ido procurar outro...
Silêncio, durante quase dez segundos.
- Você simplesmente não entende o efeito que um fora de uma mulher tem num cara, né?
- Não, não entendo...
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